"Tens direito a descobrir coisas e a dizer o
que pensas através da fala, da escrita, da expressão
artística... excepto se, quando o fizeres, estiveres a
interferir com o direito dos outros."
Artigo 13º da Convenção dos Direitos da Criança
Ser criança é, muitas vezes, por si só, um factor de exclusão,
onde, “por se ser novo”, não se tem direito a “ter voz”,
opinião ou poder de decisão.
No meio rural onde o projecto intervém, a palavra inclusão
surge como uma palavra-chave em toda a intervenção. A dispersão
geográfica em que as crianças e jovens vivem, por si só,
acarreta consigo uma forte exclusão, na medida em que as
crianças e os jovens (e respectivas famílias) estão excluídos
de uma série de oportunidades pela falta de acesso (físico).
Esta falta de acesso a vários serviços que contribui, por sua
vez, para uma cultura fechada em si própria com várias crenças
associadas, agrava-se com as dificuldades económicas a que
muitos estão sujeitos.
Na intervenção realizada, olhamos a inclusão escolar, social e
digital como um todo e acreditamos que só intervindo na sua
globalidade poderemos conseguir resultados em cada uma das
áreas que pretendemos ver modificada.
Este projecto surge no seguimento do Puerpolis 3.ªG. que, a
partir do trabalho desenvolvido diariamente junto dos
destinatários e beneficiários, a par da Carta de Cidadania
Infanto-Juvenil, identificou as principais necessidades e os
grupos de intervenção prioritária para os quais agora se
dirige, procurando responder de uma forma mais focalizada às
reais necessidades das crianças e suas famílias.
Assim, o Puerpolis II tem vindo a desenvolver várias
actividades que visam contribuir para a diminuição do abandono
escolar e do aumento do sucesso educativo, através de uma
intervenção que se quer individual, no sentido em que atende às
especificidades de cada um e ao mesmo tempo sistémica, na
medida em que olha cada um nas suas várias dimensões procurando
intervir nas várias vertentes.
Por conseguinte, procuramos, em todas as actividades que
desenvolvemos, proporcionar aos jovens o acesso a novas
experiências e dotá-los de ferramentas que lhes permitam fazer
as suas escolhas em consciência. Sendo que, este trabalho, é
sustentado num trabalho em rede, em articulações com outras
entidades da comunidade que intervêm ao nível do
desenvolvimento da criança/jovem e das respectivas
famílias.